| Em 2009, a ONG Trilhas da Serra
– Educação, Cultura e Cidadania
decidiu levar o Programa “Leitura Viva”
para o estado e Minas Gerais com a intenção
de trocar experiências culturais e ampliar
sua área de atuação.
Com sua sede situada em Serra Negra, cidade situada
na região da Serra da Mantiqueira, no Circuito
das Águas Paulista, seria importante procurar
uma cidade mineira que também se situasse
num circuito de serras.
A primeira idéia foi procurar essa cidade
dentro do Circuito Serra do Cipó, uma vez
que a região já era conhecida por
membros da Organização.
Dentre as cidades pensadas – Lagoa Santa,
Santa Luzia, Pedro Leopoldo, São José
da Lapa, Taquaraçu de Minas e Jaboticatubas
-, a escolhida foi Jaboticatubas.
Jaboticatubas, localizada na Região Central
de Minas Gerais, na porção sul da
Serra do Espinhaço, a 65 Km de Belo Horizonte,
compõe o Circuito Turístico do Parque
Nacional da Serra do Cipó.
Além de apresentar uma rica beleza natural,
Jaboticatubas apresenta uma cultura local recheada
de folclore e de festividades, o que atrai a atenção
de estudiosos e de turistas.
As histórias são a base do Programa
Leitura Viva.
Durante a pesquisa realizada pela equipe da ONG
Trilhas da Serra – Educação,
Cultura e Cidadania para a escolha das cidades
selecionadas, numa visita a Jaboticatubas, em
março de 2009, a coordenação
do Programa vivenciou a lenda contada pela moradora
de uma comunidade da cidade e citada na epígrafe.
Ao ouvir a lenda, imediatamente a coordenação
interessou-se em conhecer a origem da lenda e
como ela era contada dentro da comunidade, ficando
agendada para o mês de abril uma visita
ao local.
No dia 24 de abril, ao retornar a Jaboticatubas
para uma reunião na Secretaria de Educação
com a Secretária de Educação,
Maria Zélia, e de Cultura, Arlete, a coordenação
mostrou o interesse em implantar o Programa Leitura
Viva numa comunidade rural da cidade e pediu sugestões.
Foi-nos colocada, a princípio, duas comunidades:
Capão Grosso e Mato do Tição.
Por coincidência, a comunidade do Quilombo
Mato do Tição era a mesma onde morava
Lidiane, a contadora da lenda, no dia 27 de março.
Após a reunião, a Equipe da ONG
Trilhas da Serra – Cecília, Pedro
e Solange – seguiu primeiramente para Capão
Grosso e, depois, para o Quilombo.
Em Capão Grosso, foi feita uma visita à
Igreja, ao Posto de Saúde, ao Salão
Comunitário e à Escola, guiada pela
diretora da escola Shirley.
Combinamos de entrar em contato para agendar
uma reunião com os pais a fim de apresentar
o Programa Leitura Viva na comunidade.
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"Se você
comer goiaba depois do almoço vai
virar lobisomem."
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As histórias são a base do Programa
Leitura Viva.
Durante a pesquisa realizada pela equipe da ONG
Trilhas da Serra – Educação,
Cultura e Cidadania para a escolha das cidades
selecionadas, numa visita a Jaboticatubas, em
março de 2009, a coordenação
do Programa vivenciou a lenda contada pela moradora
de uma comunidade da cidade e citada na epígrafe.
Ao ouvir a lenda, imediatamente a coordenação
interessou-se em conhecer a origem da lenda e
como ela era contada dentro da comunidade, ficando
agendada para o mês de abril uma visita
ao local.
No dia 24 de abril, ao retornar a Jaboticatubas
para uma reunião na Secretaria de Educação
com a Secretária de Educação,
Maria Zélia, e de Cultura, Arlete, a coordenação
mostrou o interesse em implantar o Programa Leitura
Viva numa comunidade rural da cidade e pediu sugestões.
Foi-nos colocada, a princípio, duas comunidades:
Capão Grosso e Mato do Tição.
Por coincidência, a comunidade do Quilombo
Mato do Tição era a mesma onde morava
Lidiane, a contadora da lenda, no dia 27 de março.
Após a reunião, a Equipe da ONG
Trilhas da Serra – Cecília, Pedro
e Solange – seguiu primeiramente para Capão
Grosso e, depois, para o Quilombo.
Em Capão Grosso, foi feita uma visita à
Igreja, ao Posto de Saúde, ao Salão
Comunitário e à Escola, guiada pela
diretora da escola Shirley. Combinamos de entrar
em contato para agendar uma reunião com
os pais a fim de apresentar o Programa Leitura
Viva na comunidade.
Seguimos para o Quilombo Mato do Tição,
guiados pela moradora Lidiane.
No primeiro momento, fomos apresentados à
presidenta da Associação, Marilene
Gonçalves, Lena, que nos ouviu com atenção
e mostrou interesse pelo Programa Leitura Viva.
Depois, chegou o vice-presidente, Lindomar, que
nos ouviu atentamente, também se interessando
pelo Programa, colocando que as crianças
da comunidade não tinham muito interesse
pela leitura, o que foi debatido com a coordenadora,
Solange Borges.
Lindomar também colocou a necessidade de
se implantar um programa de coleta seletiva no
Quilombo, quando ficou a par da proposta do Programa
Trilhas de Educação Ambiental.
Nesse momento, chegou Dona Divina, a matriarca
do Quilombo, que ouviu tudo com grande interesse
e “olhar” de aprovação.
A Equipe fez uma visita à Capela, ao Centro
de Informática e à casa que deu
origem ao Quilombo.
Depois partiu convicta de que ali seria o melhor
local para se implantar o Programa, dadas as características
físicas, sociais e culturais.
No dia 23 de maio, foi agendado um novo encontro
com Marilene para a Equipe conhecer um pouco mais
os limites do Quilombo.
Conhecemos a casa de Dona Bina, o antigo Engenho,
visitamos Dona Divina que nos mostrou a capela
contida dentro de sua casa, os santos e os tambus
– tambores sagrados com os quais é
realizado o ritual do Candombe.
Nessa data, agendamos uma reunião com
a comunidade, em junho, véspera do lançamento
oficial do Programa, no evento Domingo na Praça,
realizado pela Prefeitura local.
No dia 11 de junho, foi feita a primeira reunião
da Equipe da ONG com a Comunidade do Quilombo
do Mato do Tição.
Foi apresentada a pauta e o presidente, João
Carlos Martins Borges, dirigiu o encontro seguindo
o roteiro, previamente entregue à comunidade:
1. apresentação da Diretoria da
ONG;
2. apresentação do histórico
da ONG;
3. apresentação das ações
do “Leitura Viva” em Serra Negra –
São Paulo;
4. apresentação das possíveis
ações no Quilombo do Mato do Tição
para discussão coletiva;
5. educação ambiental: coleta seletiva
do lixo;
6. idéias e sugestões da comunidade
para o Programa no Quilombo;
7. palavra aberta;
8. encerramento.
Em seguida, o morador, Evandro Hilário,
colocou a necessidade de divulgar as atividades
da Comunidade num jornal.
O morador Lindomar pediu a palavra para expor
os trabalhos realizados anteriormente por uma
Empresa na comunidade, colocou sobre a decepção
do Quilombo proveniente dessa parceria e deixou
clara a necessidade de os moradores participarem
de todos os projetos realizados pela Trilhas da
Serra na comunidade.
Terminada a reunião, os moradores apresentaram
à Equipe o Candombe, ritual de canto e
dança realizado na Comunidade.
Fechado o acordo entre a Organização
e o Quilombo, a Coordenação agendou
uma proposta de intervenção no mês
de julho.
No dia 11 de julho, a Coordenadora do Programa
Leitura Viva, Solange Borges, levou 500 cópias
do jornal Piloto “Trilha do Matição”
para a comunidade distribuir em Jaboticatubas
e divulgar o lançamento do Programa Leitura
Viva.
Foi colocada para a presidente da Associação
do Quilombo, Marilene Gonçalves, a necessidade
de se formatar o jornal de acordo com as características
do próprio Quilombo.
No dia 13 de julho, Lena distribuiu o jornal junto
com a Coordenadora, Solange, no Quilombo e na
cidade de Jaboticatubas.
Nessa data, ficaram agendadas duas datas do mês
de agosto para a ONG começar suas atividades
na Comunidade: dia 1º e dia 15 de agosto
de 2009.
A partir de agosto de 2009, a Trilhas da Serra
iniciou atividades na comunidade focadas na leitura,
registro de história oral, oficinas de
livros artesanais, personagens, artesanato, educação
ambiental, jogos, a fim de tornar a leitura viva,
dinâmica e prazerosa.
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