
Para mim, livro é vida.
Lygia Bojunga Nunes
O Programa “Leitura Viva” foi concebido
a partir de reflexões acerca da epígrafe
de Lygia Bojunga. O sentido original da palavra
“vida” vem se mantendo ao longo dos
séculos e significa, metaforicamente, o
que representa para o ser humano motivo de prazer,
de estímulo, de amor, dando força,
ânimo e entusiasmo para que ele se mantenha
em contínua atividade ao longo de sua existência.
Dessa forma, o que dá sustentação
a essa “vida”, para nós, é
a leitura, principalmente a do texto literário,
tomado como pilar do Programa por ser uma obra
de arte que, como tal, assume a função
de gerar, criticar e renovar padrões sociais
de comportamento. Isso acontece quando, pela identificação
afetiva, o leitor é levado a contribuir
com a transformação de sua própria
realidade social e com a da sociedade onde vive.
Escolhemos como público-alvo do Programa
crianças e adolescentes de 4 a 18 anos
de comunidades rurais e de escolas públicas
do Circuito das Águas Paulista, educadores
e mediadores de leitura.
Abrindo caminhos por meio de TRILHAS de leitura
e descobrindo as habilidades de cada participante,
vamos consolidando uma rede onde a leitura, permanecendo
viva, promova o desenvolvimento humano através
de ações culturais que criem oportunidades
para que esse participante possa observar, refletir,
duvidar, questionar e falar espontaneamente a
partir do seu cotidiano.
Como surgiu o Leitura Viva?
O Programa “Leitura Viva” surgiu
no ano de 2004 como um projeto cujas principais
ações são:
- formação continuada de promotores
de leitura: professores, bibliotecários
e mediadores, por meio de cursos de capacitação,
com a finalidade de transformar as suas práticas,
articulando a leitura com outras expressões
culturais como o teatro, a música, a pintura,
a contação de história;
- organização de uma rede de bibliotecas
comunitárias e itinerantes;
- promoção e divulgação
de práticas leitoras eficientes por meio
de encontros para troca de experiências,
palestras, seminários, feiras e lançamentos
de livros visando à reflexão crítica
e ao estudo sobre a prática educativa e
a sua permanente recriação;
- elaboração e circulação
do Jornal Trilha com a finalidade de divulgar
as atividades planejadas e desenvolvidas;
- efetivação do projeto “Conto
que conta”, - mediante patrocínio.
Essas ações foram sendo implantadas
paulatinamente no período compreendido
entre 2004/2009. Foram 8 cursos de capacitação,
implantação de 6 bibliotecas itinerantes
em Serra Negra, capacitação de 10
mediadores de leitura, num total de 240 horas
de treinamento, implantação de uma
biblioteca comunitária na sede da organização,
circulação de 10 números
de Jornal Trilha na comunidade e, em 2009, ele
foi implantado no Quilombo do Mato do Tição,
em Jaboticatubas, Minas Gerais.
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